espaço + concreto + grandeza

Projetado pelos arquitetos Sandra Moura, Marco Suassuna, Leopoldo Teixeira, Fernanda Figueiredo e Katiana Guimarães, a decisão mais contundente deste projeto foi a criação de uma generosa praça voltada para Avenida João Machado, em um dos bairros mais antigos da cidade, o Jaguaribe. Com essa medida, o edifício, com gabarito máximo de 10 pavimentos, insere-se no tecido urbano respeitando a escala horizontal e a história dos casarões antigos, atenuando o impacto de sua massa construída. A praça também representa o lugar simbólico para manifestações públicas, sugerindo, através do seu vazio, a monumentalidade da edificação.

Na sequência do percurso, após a praça, a edificação é formada por três blocos que estabelecem uma hierarquia espacial conforme sua especificidade programática: Salão dos Passos Perdidos – imponente hall de entrada com pé-direito triplo; auditório para 500 pessoas e torre das varas judiciais de 10 pavimentos.

Em termos gerais, austeridade e simbolismo são refletidos na arquitetura, através das formas prismáticas e do ritmo das colunas, em clara alusão aos imponentes edifícios do Poder Judiciário. O contraponto contemporâneo fica por conta do auditório elíptico inserido diagonalmente e do seu coroamento de planta circular, interceptando a ortogonalidade da planta no último pavimento da torre. A tensão espacial do conjunto é estabelecida entre o auditório elíptico e o vazio do Salão dos Passos Perdidos.

Funcionalmente, um eixo longitudinal percorre toda a extensão do edifício, servindo de articulação na resolução dos espaços internos e na sua consequente organização das funções.

Um vazio central na torre percorre verticalmente a edificação, sendo arrematado por uma coberta translúcida, banhando, com luz natural, o espaço interno.