tecnologia + fluídez + metálico

Implantada num terreno triangular, limitando-se em um dos lados com a BR-230-Km17.4, a concessionária Honda busca responder a uma dicotomia que permeia o ato de projetar, ou seja, conciliar apuro técnico e beleza plástica.

O terreno onde se encontra a edificação, antes era o preferido dos circos que ancoravam suas instalações em período de férias. A cena de mastros e tirantes na paisagem somadas às influências da arquitetura naval serviram de inspiração para concepção projetual deste edifício.

Inserida as margens da BR-230, a implantação tira partido desta situação para expor os veículos no salão coberto em estrutura metálica. Sustentado por tirantes fixados no pilar inclinado, engenhosa estrutura mista (de concreto armado e estrutura metálica) que exigiu reforço na fundação, este grande mastro pontua como elemento vertical a paisagem “veloz“ da rodovia federal. Marco na paisagem, alusão ao imaginário coletivo dos circos, inclusive dos circos da fórmula um.

Portanto, talvez impulsionada por valores afetivos e por motivos náuticos, a expressão arquitetônica da obra desabrocha do traço inicial de um barco, um iate a navegar nas “águas do asfalto”, que apesar de sua natureza estática, é desafiada por linhas inquietantes, a deslizar BR adentro.

O programa foi setorizado em três blocos e corresponde ao paradigma internacional Honda: show room – exposição e vendas, com forma semelhante a um barco e responsável pela identidade da arquitetura, atendimento e área Vip, setor que interliga os blocos com fluidez espacial e utilização de vidros transparentes e oficina, prisma com empenas inclinadas e rasgos livres mais ao fundo. Além do pavimento superior onde se encontra a área administrativa.  Os requisitos construtivos, físico-espaciais, de manutenção seguiram aos manuais de recomendações técnicas da franquia, mas sem perder a busca pela linguagem arquitetônica da concessionária de automóveis.