privacidade + orientalidade + espaço

Como apresentar à cidade um novo restaurante contemporâneo de culinária oriental aproveitando parte da edificação tradicional? Esse foi o desafio a enfrentar. Para tal, o edifício passou por uma reforma voltada para o atendimento das condições funcionais e estéticas solicitadas pelo cliente. Era preciso, ainda, corresponder aos pré-requisitos de economia e agilidade na execução. Como resposta, recorreu-se a um galpão pré-moldado, encoberto por empenas de alvenaria pintadas de grafite. Duas caixas com revestimento metálicos imprimem atmosfera contemporânea à volumetria e demarcam a simetria revelada pelo acesso central. Graças a esse recurso, a casa de tipologia tradicional de duas águas cede lugar à arquitetura de linhas retas e à ordenada composição volumétrica.

Para conciliar privacidade e captação da iluminação natural, a edificação se fecha para o exterior, protegendo-se da poluição sonora e visual, e se abre para o interior, com a presença de dois jardins encobertos pelas caixas revestidas com telhas de alumínio.

Internamente, elementos compositivos sinuosos fazem o contraponto com os espaços ortogonais, a exemplo do forro circular com iluminação embutida e do balcão do sushi-bar que lhe acompanha o desenho. 

Completando os serviços do restaurante de culinária oriental, uma área reservada, com 60 cm de desnível, oferece mais um espaço intimista para a degustação prazerosa.

A iluminação equilibrada contribui para o sereno diálogo entre arquitetura de interiores e a gastronomia do universo oriental.